Os Fabris da Manga estiveram em desvantagem, mas reagiram com autoridade e marcaram quatro golos para fechar a fase de grupos com uma vitória expressiva. Jere bisou, enquanto Rrychard e Carlos também contribuíram para o triunfo.

O Têxtil do Púngue encerrou a sua participação na fase de grupos da Poule de Apuramento ao Moçambola 2027 com uma vitória convincente por 4-1 diante do Ferroviário de Quelimane, num encontro disputado no sábado, 7 de Novembro, no Estádio Municipal da Munhava, na cidade da Beira.

A formação beirense teve de correr atrás do resultado depois de começar em desvantagem, mas respondeu com personalidade e conseguiu transformar o encontro numa goleada, perante o apoio dos seus adeptos.

Jere lidera a reacção dos Fabris

Jere foi uma das principais figuras da partida, ao marcar dois golos, aos 27 e 37 minutos, colocando o Têxtil do Púngue em vantagem depois da recuperação no marcador.

Já no período de compensação da primeira parte, Rrychard ampliou a diferença, apontando o terceiro golo aos 45+1 minutos.

Na segunda parte, Carlos fechou a contagem aos 71 minutos, fixando o resultado final em 4-1 e confirmando uma vitória importante para a equipa da Beira.

Finalíssima já tem adversário definido

O resultado surge numa altura em que o Têxtil do Púngue já tinha assegurado a presença na Finalíssima da Zona Centro, apesar da derrota por 1-0 diante da Associação Desportiva de Chingale, na jornada anterior.

De acordo com o Jornal Desafio, o adversário dos Fabris da Manga será o MMS Legends, de Mocuba, formação que também garantiu o apuramento para a decisão regional.

A Finalíssima representa mais uma etapa decisiva na caminhada do Têxtil do Púnguè rumo ao principal escalão do futebol moçambicano. O grande objectivo é garantir o regresso ao Moçambola em 2027.

Um histórico do futebol da Beira em busca do regresso

Fundado a 29 de Julho de 1963, o Grupo Desportivo Têxtil do Púngue é uma das colectividades históricas da cidade da Beira. Conhecido como os Fabris da Manga, o clube conquistou o Campeonato Nacional em 1981 e a Supertaça de Moçambique em 1982.

Depois de ter regressado ao Moçambola em 2018, o emblema beirense procura agora reconstruir o seu percurso para voltar a competir entre as principais equipas do país.

A goleada diante do Ferroviário de Quelimane representa, assim, um impulso anímico importante antes do confronto decisivo com o MMS Legends.