A Taça de Moçambique em futebol continua a figurar como uma autêntica maldição para os clubes da província de Manica. A sina voltou a confirmar-se com a recente eliminação do Textáfrica do Chimoio o único representante da província ainda em prova, que caiu aos pés do Ferroviário da Beira.

Com o afastar dos "fabris" de Chimoio, caíram por terra todas as aspirações de Manica em conquistar, pela primeira vez na sua história, o segundo troféu mais prestigiado do futebol nacional.

O Histórico do Textáfrica: Três finais perdidas

Em 46 edições já disputadas da Taça de Moçambique, o melhor registo conseguido por equipas da província pertence na íntegra ao histórico e popular Textáfrica do Chimoio, que alcançou a finalíssima em três ocasiões, terminando sempre no ingrato papel de vice-campeão:

  • 1983: Primeira tentativa travada pelo Costa do Sol de Maputo, com uma derrota pela margem mínima (1–0).
  • 2001: Novo revés na grande decisão, desta feita diante do Maxaquene, por 3–1.
  • 2004: A terceira e última oportunidade resultou numa pesada derrota frente ao Ferroviário de Maputo, por 5–1.

Já lá vão 22 anos desde a última vez que o Textáfrica — ou qualquer outro emblema de Manica — conseguiu pisar o relvado de uma final da prova rainha.

O clube das províncias sem troféu

O longo jejum e a sucessão de eliminações precoces confirmam que o enguiço na Taça de Moçambique continua a perseguir o futebol de Manica. A província junta-se assim a um lote restrito do país que ainda não sabe o que é erguer este troféu, a par de Zambézia, Cabo Delgado, Niassa e Inhambane.