As substituições no futebol permitem que um treinador altere a equipa durante a partida para renovar o físico, corrigir problemas táticos, substituir um jogador lesionado ou mudar a estratégia. Nas competições oficiais em que é permitido utilizar até cinco suplentes, cada equipa pode fazer até cinco substituições, normalmente distribuídas por três oportunidades de substituição, além das possibilidades previstas para o intervalo.

Mas a regra é mais complexa do que simplesmente dizer “cada equipa pode fazer cinco substituições”. É preciso distinguir jogadores substituídos, suplentes, oportunidades de substituição, intervalo, prolongamento e substituições adicionais por concussão. Além disso, o regulamento da competição pode estabelecer condições diferentes.

Neste guia, explicamos como funcionam as substituições no futebol, quando podem ser feitas, o que acontece quando uma equipa ultrapassa o limite e quais são as principais exceções previstas pelas Regras do Jogo do IFAB.

Quantas substituições são permitidas no futebol?

Nas competições oficiais em que o regulamento permite o máximo previsto atualmente, cada equipa pode utilizar até cinco suplentes durante a partida. A competição é responsável por determinar o número efetivamente permitido, dentro dos limites das Regras do Jogo.

O detalhe mais importante é que cinco substituições não significam cinco paragens diferentes.

Quando a regra de cinco substituições se aplica, cada equipa dispõe de três oportunidades de substituição durante o jogo, sem contar as substituições realizadas ao intervalo. Se o treinador fizer duas ou três substituições na mesma interrupção, todas contam como uma única oportunidade

SituaçãoRegra
Suplentes utilizadosAté 5 nas competições que adotam esse limite
Oportunidades durante o jogoAté 3
Substituições ao intervaloNão consomem uma oportunidade
Várias substituições na mesma paragemContam como uma oportunidade
ProlongamentoPode haver regras adicionais

É esta diferença entre número de substituições e número de oportunidades que costuma gerar mais dúvidas.

O que são as três oportunidades de substituição?

Imagine que uma equipa ainda tem cinco jogadores disponíveis para entrar.

O treinador pode organizar as substituições em até três momentos diferentes durante o jogo.

Por exemplo:

  • aos 55 minutos, entram dois jogadores;
  • aos 70 minutos, entra um jogador;
  • aos 82 minutos, entram dois jogadores.

Nesse cenário, a equipa utilizou cinco substituições em três oportunidades.

Se o treinador fizer apenas uma substituição aos 55 minutos, outra aos 70 e outra aos 82, também terá utilizado as três oportunidades.

Por que várias substituições na mesma paragem contam como uma?

A regra evita que uma equipa consiga transformar cinco substituições em cinco interrupções adicionais do jogo.

O IFAB estabelece que múltiplas substituições feitas pela mesma equipa durante a mesma interrupção contam como uma oportunidade de substituição. Se as duas equipas fizerem substituições na mesma interrupção, cada uma contabiliza a sua própria oportunidade.

Isso permite ao treinador escolher entre:

uma substituição por oportunidade ou várias substituições na mesma oportunidade.

A decisão pode ter importância tática, especialmente nos minutos finais.

As substituições feitas ao intervalo contam?

Não.

Uma das exceções mais importantes é o intervalo.

Quando uma equipa faz substituições durante o intervalo entre as duas partes, essas substituições não consomem uma das três oportunidades de substituição.

Por exemplo, uma equipa pode chegar ao intervalo e trocar dois jogadores.

Depois do reinício, ainda terá as três oportunidades normais previstas quando a competição adota o limite de cinco substituições.

Esta regra é importante porque permite ao treinador corrigir problemas táticos sem gastar uma das interrupções disponíveis durante o jogo.

Como funciona uma substituição no futebol?

A substituição não acontece simplesmente porque o treinador manda um jogador entrar.

Existe um procedimento regulamentar.

O árbitro precisa ser informado, o jogador que vai sair deve receber autorização para deixar o campo e o suplente só pode entrar depois de receber autorização para fazê-lo.

Na prática, o procedimento envolve normalmente:

  1. o treinador comunica a substituição;
  2. o quarto árbitro ou a equipa de arbitragem prepara a indicação;
  3. o jogador substituído deixa o terreno;
  4. o árbitro autoriza a entrada;
  5. o suplente entra no campo;
  6. o jogo é retomado.

A substituição só fica concluída de acordo com o procedimento previsto nas Regras do Jogo.

O jogador substituído pode voltar a jogar?

No futebol profissional tradicional, uma substituição normalmente é definitiva.

Ou seja, depois de sair, o jogador não pode voltar ao campo para continuar a partida.

Existe, porém, uma exceção importante.

O IFAB permite substituições de retorno em futebol juvenil, de veteranos, de pessoas com deficiência e no futebol de base, desde que essa possibilidade seja autorizada pela associação nacional, confederação ou FIFA.

Portanto, não se deve afirmar que um jogador substituído nunca pode voltar a jogar em qualquer modalidade ou categoria.

A regra depende do tipo de competição.

O que acontece se uma equipa fizer uma substituição a mais?

Uma equipa não pode simplesmente ignorar o limite estabelecido pelo regulamento da competição.

As substituições são controladas pela equipa de arbitragem e pelo procedimento oficial.

Se houver uma infração relacionada com a entrada de um suplente ou com uma substituição irregular, podem existir sanções disciplinares e consequências para o reinício do jogo, dependendo da situação concreta.

Por isso, o treinador não pode tratar o número de substituições como uma decisão livre.

O limite aplicável é determinado pelo regulamento da competição e pelas Regras do Jogo.

O que acontece quando um jogador sai e o suplente demora a entrar?

Aqui existe uma alteração importante nas Regras do Jogo 2026/27.

A partir da nova edição, existe um limite de dez segundos para o jogador que está a ser substituído deixar o terreno depois de o painel de substituição ser mostrado ou, quando não existe painel, depois do sinal do árbitro.

Se o jogador não sair dentro desse período, salvo situações relacionadas com segurança ou lesão, ele ainda terá de deixar o campo, mas o suplente não poderá entrar imediatamente.

Nesse caso, o suplente só poderá entrar na primeira interrupção depois de decorrido um minuto desde o reinício do jogo.

A alteração procura combater uma situação comum no futebol: o jogador que está a sair demora deliberadamente vários segundos para perder tempo.

Por que as regras das substituições mudaram?

As substituições no futebol passaram por uma transformação significativa ao longo das décadas.

Durante grande parte da história do futebol, as possibilidades de substituição eram muito mais limitadas do que atualmente.

A mudança para um sistema mais flexível esteve relacionada, entre outros fatores, com a evolução das exigências físicas do futebol e com a preocupação com o bem-estar dos jogadores.

A pandemia de COVID-19 acelerou uma mudança importante.

Em 2020, o IFAB introduziu temporariamente a possibilidade de utilizar até cinco substitutos em determinadas competições, como resposta às exigências provocadas pela alteração dos calendários e pela necessidade de proteger os jogadores. A opção foi posteriormente estendida e acabou por ser aprovada de forma permanente para competições de alto nível em 2022.

Por isso, a regra das cinco substituições que hoje parece normal tem uma história relativamente recente.

As cinco substituições foram criadas por causa da COVID-19?

A pandemia foi o principal motivo para a introdução temporária da possibilidade de utilizar até cinco substitutos em determinadas competições.

O IFAB aprovou a alteração temporária em 2020, após um pedido da FIFA relacionado com a proteção dos jogadores durante a pandemia. A medida foi posteriormente prorrogada e, em 2022, o IFAB aprovou permanentemente a opção de cinco substituições nas competições de alto nível.

Isso não significa que todas as competições do mundo sejam obrigadas a utilizar exatamente cinco.

A Lei 3 deixa a determinação do número de substitutos utilizados em competições oficiais para a FIFA, confederações ou associações nacionais, dentro dos limites estabelecidos. 

O que acontece nas substituições durante o prolongamento?

Quando uma partida vai para prolongamento, entram em jogo regras específicas.

Se uma equipa ainda não utilizou todas as substituições ou oportunidades que tinha disponíveis, pode utilizar as que restarem durante o prolongamento.

Além disso, o regulamento da competição pode permitir uma substituição adicional no prolongamento.

Nesse caso, também é prevista uma oportunidade adicional de substituição.

Há ainda substituições que podem ser feitas entre o final do tempo regulamentar e o início do prolongamento ou no intervalo do prolongamento sem consumirem uma oportunidade de substituição.

Por isso, uma partida que chega ao prolongamento pode ter uma gestão de substituições diferente de um jogo decidido nos 90 minutos.

Pode haver substituição por concussão?

Sim, desde que a competição adote o protocolo correspondente.

O IFAB permite que as competições utilizem substituições adicionais permanentes por concussão. O objetivo é proteger um jogador que tenha uma concussão real ou suspeita.

Essa substituição é diferente de uma substituição normal.

Quando o protocolo é utilizado, o jogador substituído por concussão não volta a participar na partida, e essa substituição não conta para o limite das substituições normais ou das oportunidades normais, conforme as condições do protocolo.

Quantas substituições por concussão podem existir?

O protocolo atual prevê, no máximo, uma substituição por concussão por equipa. Essa substituição pode ser realizada independentemente do número de substituições normais já utilizadas. 

Se uma substituição normal ocorrer simultaneamente com uma substituição por concussão, a substituição normal continua a contar como uma das oportunidades normais.

Esta distinção é importante porque uma substituição adicional por concussão não deve ser confundida com uma “sexta substituição normal”.

E se o guarda-redes se lesionar?

A situação do guarda-redes pode exigir atenção especial.

Se o guarda-redes sofrer uma lesão durante uma partida, a possibilidade de substituí-lo depende dos jogadores e das substituições disponíveis, além das regras específicas da competição.

Em determinadas situações de prolongamento e desempate por grandes penalidades, as Regras do Jogo também estabelecem procedimentos específicos para a substituição de um guarda-redes lesionado.

Por isso, não existe uma regra universal segundo a qual o guarda-redes lesionado pode sempre ser substituído por um jogador adicional.

Quantos suplentes podem ficar no banco?

Também não existe um único número universal para todas as competições.

Nas competições oficiais, o regulamento pode estabelecer entre três e 15 suplentes nomeados, segundo as condições previstas na Lei 3.

É importante distinguir:

Suplentes nomeados: jogadores que estão disponíveis para entrar.

Suplentes utilizados: jogadores que efetivamente entram.

Uma equipa pode ter vários suplentes no banco e utilizar apenas alguns deles.

As regras são iguais em todas as competições?

Não necessariamente.

Esta é uma das maiores oportunidades para explicar corretamente as substituições no futebol.

A Lei 3 estabelece uma estrutura geral, mas diferentes competições podem adotar regras específicas dentro das opções permitidas.

O número de suplentes utilizados, as regras do prolongamento e a existência de substituições de retorno, por exemplo, podem variar.

Nas categorias jovens, veteranos, futebol de pessoas com deficiência e futebol de base, o IFAB permite modificações específicas, incluindo substituições de retorno.

Portanto, uma regra observada num campeonato profissional não deve ser automaticamente aplicada a todos os níveis do futebol.

Como funcionam as substituições no futebol feminino?

As regras fundamentais das substituições também são aplicáveis ao futebol feminino, mas o regulamento da competição determina os detalhes dentro das possibilidades estabelecidas pelo IFAB.

Nas competições oficiais de equipas femininas de primeira divisão ou seleções sénior em que seja permitido o máximo de cinco substitutos, a Lei 3 prevê a estrutura de cinco substituições e três oportunidades, além das substituições ao intervalo.

Isso significa que não existe uma regra geral segundo a qual o futebol feminino teria automaticamente menos substituições.

O regulamento específico é o elemento determinante.

E no futebol juvenil?

O futebol juvenil pode ter regras diferentes.

O IFAB permite modificações específicas para futebol jovem, incluindo o número de substituições e a utilização de substituições de retorno, desde que sejam autorizadas pela entidade competente.

Por isso, uma criança ou adolescente pode disputar uma partida em que o treinador consegue retirar um jogador e recolocá-lo posteriormente.

Essa possibilidade não deve ser confundida com a regra habitual do futebol profissional sénior.

O treinador pode fazer substituições quando quiser?

Não.

Uma substituição só pode ocorrer dentro do procedimento previsto pelas Regras do Jogo.

Além disso, a equipa precisa ter uma oportunidade disponível e respeitar o número de substituições permitido pelo regulamento.

O treinador também não pode mandar simplesmente um jogador entrar enquanto o colega ainda está em campo.

A autorização da arbitragem faz parte do procedimento.

Existe um limite de tempo para fazer uma substituição?

Sim, mas é importante distinguir duas coisas.

A partir das Regras do Jogo 2026/27, o jogador que vai sair deve abandonar o campo dentro de dez segundos depois da indicação da substituição, salvo situações em que isso não seja possível por segurança ou lesão.

Isso não significa que o treinador tenha apenas dez segundos para decidir uma substituição.

O limite está relacionado com o jogador que está a deixar o terreno de jogo depois de a substituição ser indicada.

A alteração foi criada para reduzir perdas de tempo.

O que acontece se o jogador demorar a sair?

Se o jogador exceder o limite de dez segundos, ele ainda terá de sair do campo.

Porém, o suplente não poderá entrar imediatamente.

De acordo com a nova regra, o suplente só poderá entrar na primeira interrupção depois de ter passado um minuto desde o reinício do jogo.

Isso cria uma consequência prática bastante interessante: uma tentativa de ganhar alguns segundos pode fazer com que a equipa fique temporariamente com menos um jogador.

Quantas substituições existem atualmente em 2026?

Para a maioria das competições oficiais de alto nível que adotam o máximo previsto, a referência continua a ser cinco substituições em três oportunidades, além das substituições ao intervalo.

Mas existe uma alteração relevante nas Regras do Jogo 2026/27 para jogos amigáveis de seleções sénior “A”.

Nesses jogos, podem ser utilizados até oito suplentes e, se as duas equipas concordarem e informarem o árbitro previamente, o número pode chegar a 11 suplentes utilizados. Mesmo assim, continua a existir a restrição de três oportunidades de substituição.

Isso mostra por que é importante indicar sempre qual competição e qual edição das regras estamos a analisar.

Resumo das regras de substituições no futebol

QuestãoRegra geral
Quantas substituições podem ser utilizadas?Até 5 em competições que adotam esse limite
Quantas oportunidades existem?Até 3
Substituições ao intervalo contam?Não
Várias substituições na mesma paragem contam como quantas oportunidades?Uma
Pode haver substituição adicional no prolongamento?Pode, se o regulamento permitir
Pode haver substituição adicional por concussão?Pode, se o protocolo for adotado
Jogador substituído pode voltar?Normalmente não; permitido em determinadas categorias
Quantos suplentes podem ser nomeados?Entre 3 e 15 nas competições oficiais, conforme regulamento
Existe limite para saída do jogador substituído?Sim, 10 segundos nas regras 2026/27
Todos os campeonatos usam exatamente as mesmas regras?Não

Perguntas frequentes sobre substituições no futebol

Quantas substituições são permitidas no futebol?

Em competições que adotam o limite máximo previsto, cada equipa pode utilizar cinco substituições em até três oportunidades, além das substituições feitas ao intervalo.

Quantas janelas de substituição existem?

Quando são permitidas cinco substituições, cada equipa tem normalmente três oportunidades de substituição durante o jogo. Várias substituições na mesma paragem contam como uma oportunidade.

Uma substituição no intervalo conta como janela?

Não. As substituições feitas ao intervalo não consomem uma das oportunidades de substituição.

Um jogador substituído pode voltar ao jogo?

No futebol profissional sénior, normalmente não. Substituições de retorno podem ser autorizadas no futebol juvenil, de veteranos, de pessoas com deficiência e de base. 

Pode haver uma sexta substituição?

Pode haver uma substituição adicional em situações previstas pelo regulamento, como determinadas situações de prolongamento ou o protocolo de substituição por concussão. Isso não significa que exista uma sexta substituição normal em todas as competições.

Quantas substituições podem ser feitas no prolongamento?

A equipa pode utilizar as substituições e oportunidades que ainda tiver disponíveis. A competição também pode permitir uma substituição adicional no prolongamento.

O que acontece se o jogador demorar a sair?

Nas Regras do Jogo 2026/27, o jogador deve sair dentro de dez segundos, salvo exceções. Se ultrapassar o limite, o suplente pode ter de esperar até à primeira interrupção depois de um minuto desde o reinício.

Quantos suplentes podem ficar no banco?

Nas competições oficiais, o regulamento pode estabelecer entre três e 15 suplentes nomeados, conforme a Lei 3.

As regras de substituição são iguais no futebol feminino?

As regras fundamentais são as mesmas, mas os regulamentos específicos de cada competição determinam o número de suplentes e outras condições dentro das opções previstas pelo IFAB. 

As substituições de concussão contam para as cinco normais?

Quando o protocolo de substituições adicionais permanentes por concussão é adotado, essa substituição não conta como uma substituição normal nem como uma oportunidade normal, nas condições estabelecidas pelo protocolo.

Conclusão

As substituições no futebol são muito mais do que simplesmente trocar cinco jogadores. Nas competições que adotam o limite máximo habitual, uma equipa pode utilizar até cinco suplentes, mas precisa gerir essas mudanças dentro de três oportunidades durante o jogo. As substituições ao intervalo não consomem uma dessas oportunidades.

A existência de prolongamento, substituições por concussão, regras específicas para categorias de formação e alterações introduzidas nas Regras do Jogo 2026/27 tornam o tema ainda mais interessante. Por isso, a resposta correta depende sempre de distinguir a regra geral do IFAB do regulamento específico da competição.

Para um artigo evergreen, essa é a principal diferença em relação a conteúdos que simplesmente respondem “são cinco”: explicar quantas substituições existem, quantas oportunidades o treinador tem, como funciona o procedimento, quais são as exceções e por que as regras podem variar.

Fonte principal: IFAB — Lei 3: Os Jogadores.