Uma substituição irregular no futebol acontece quando uma equipa não cumpre o procedimento previsto nas Leis do Jogo para retirar um jogador e colocar um suplente em campo. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o suplente entra sem autorização do árbitro, entra antes de o jogador substituído sair ou quando existe outra infração ao procedimento.
A consequência depende exatamente do que aconteceu. Em determinadas situações, o árbitro pode permitir que o jogo continue e aplicar uma advertência na próxima interrupção; noutras, deve interromper a partida e determinar a forma correta de reinício. A referência principal para estas situações é a Lei 3 das Leis do Jogo da IFAB.
Este guia explica, de forma prática, o que caracteriza uma substituição irregular no futebol, quais são as consequências, quando existe cartão amarelo, como funciona o reinício da partida e o que muda quando uma equipa ultrapassa o número de substituições permitido pela competição.
O que é uma substituição irregular no futebol?
Uma substituição normal não consiste simplesmente em um jogador sair e outro entrar. Existe um procedimento específico que precisa de ser respeitado.
De acordo com a Lei 3, o árbitro deve ser informado antes de qualquer substituição. O jogador que vai sair precisa de receber autorização para abandonar o terreno, salvo quando já estiver fora de campo, e o suplente só pode entrar durante uma interrupção, pela linha de meio-campo, depois da saída do jogador substituído e após receber o sinal do árbitro.
Por isso, uma substituição irregular no futebol pode assumir várias formas.
Entre as situações mais comuns estão:
- o suplente entrar sem autorização;
- o suplente entrar antes de o jogador substituído sair;
- a substituição ser realizada fora do procedimento regulamentar;
- um jogador entrar novamente no terreno sem a autorização necessária;
- uma equipa utilizar um número de substituições superior ao permitido pelo regulamento da competição.
É importante separar duas coisas: uma infração ao procedimento de substituição e uma utilização indevida do número de substituições. Embora ambas possam ser chamadas informalmente de "substituição irregular", as consequências regulamentares não são necessariamente iguais.
Como deve ser feita uma substituição correta?
Para compreender uma irregularidade, primeiro é necessário conhecer o procedimento normal.
A Lei 3 determina uma sequência bastante clara. O árbitro deve ser informado, o jogador substituído deve sair, o suplente aguarda fora do terreno e somente depois recebe autorização para entrar. A substituição é considerada concluída quando o suplente entra no terreno de jogo.
1. O árbitro é informado
Antes de a troca acontecer, a arbitragem precisa de saber que a equipa pretende fazer uma substituição.
A comunicação pode ser realizada através dos procedimentos utilizados pela competição, normalmente com o quarto árbitro e o painel eletrónico de substituição.
2. O jogador substituído deixa o campo
O jogador que vai sair recebe autorização do árbitro para abandonar o terreno.
Nas regras atuais existe ainda uma preocupação específica com perda de tempo: na edição 2026/27, o jogador substituído deve sair dentro de 10 segundos depois de o painel ser apresentado ou do sinal do árbitro, salvo situações em que isso não seja possível por razões de segurança ou lesão.
3. O suplente espera pela autorização
O suplente não pode simplesmente correr para dentro do campo.
Ele deve aguardar uma interrupção do jogo e entrar pela linha de meio-campo, depois de o jogador substituído ter deixado o terreno e de o árbitro dar autorização.
4. A substituição é concluída
Quando o suplente entra no terreno, passa oficialmente a ser jogador.
A partir desse momento, o jogador substituído passa a ser considerado jogador substituído e não participa novamente na partida, exceto nas competições que adotem regras que permitam substituições de retorno.
Esse detalhe é importante porque mostra que a substituição não é concluída apenas quando o treinador mostra o número ou quando o jogador começa a caminhar para fora.
O que acontece se o suplente entrar sem autorização?
Este é um dos casos mais importantes de substituição irregular no futebol.
Imagine que o jogo está parado e uma equipa pretende fazer uma troca. O jogador substituído ainda está dentro do campo, enquanto o suplente entra sem esperar pelo sinal do árbitro.
A Lei 3 estabelece que, para outras infrações ao procedimento de substituição, os jogadores envolvidos podem ser advertidos e, se a arbitragem interromper o jogo para aplicar a sanção, o reinício será com pontapé-livre indireto para a equipa adversária, a partir da posição da bola no momento da interrupção.
Há, contudo, uma diferença importante quando o suplente entra sem autorização e interfere no jogo.
A IFAB prevê que, quando um suplente, jogador substituído, jogador expulso ou elemento oficial entra no terreno e interfere, o árbitro deve considerar a natureza da interferência e aplicar o reinício previsto na Lei 3. Quando a interferência parte de um suplente, jogador substituído ou jogador expulso, o reinício pode ser com pontapé-livre direto ou penálti, dependendo de onde e como ocorreu a interferência. (IFAB)
Portanto, não existe uma única resposta para todos os casos.
A consequência depende da infração e da interferência produzida no jogo.
E se o suplente entrar antes de o outro jogador sair?
Este é outro cenário clássico.
Suponha que o jogador A está a ser substituído pelo jogador B. O jogador B entra no campo enquanto o jogador A ainda está dentro do terreno.
A substituição ainda não foi concluída corretamente.
A regra determina que o suplente somente pode entrar depois de o jogador que está a ser substituído ter saído e depois de receber o sinal do árbitro.
Em outras palavras:
Jogador que sai → jogador deixa o campo → autorização do árbitro → suplente entra.
Se a ordem for quebrada, existe uma infração ao procedimento.
O árbitro pode interromper a partida para aplicar a sanção correspondente. Para as infrações gerais ao procedimento, a Lei 3 prevê advertência e pontapé-livre indireto quando o jogo é parado para tratar a infração.
O que acontece se o jogador substituído demora a sair?
Esta questão ganhou ainda mais importância com as alterações para a temporada 2026/27.
As Leis do Jogo passaram a estabelecer um limite de 10 segundos para a saída do jogador substituído, como medida contra o desperdício deliberado de tempo.
Se o jogador não sair dentro dos 10 segundos:
- ele continua obrigado a deixar o campo;
- pode receber cartão amarelo se atrasar excessivamente o reinício;
- o suplente não entra imediatamente;
- o jogo é reiniciado;
- a substituição não pode ser cancelada;
- o suplente somente poderá entrar na primeira interrupção depois de passar um minuto de tempo corrido após o reinício.
Esta é uma das atualizações mais relevantes para quem procura atualmente informações sobre substituição irregular no futebol, porque conteúdos antigos podem apresentar um procedimento diferente.
A substituição pode acontecer com a bola em jogo?
Em regra, não.
A substituição normal ocorre durante uma interrupção do jogo. O suplente entra durante essa interrupção, pela linha de meio-campo, depois de receber autorização.
Isso significa que uma equipa não pode simplesmente colocar um jogador novo no campo enquanto a partida continua.
Se o fizer, poderá existir uma infração.
A gravidade aumenta se o jogador que entrou irregularmente interferir na jogada.
Por exemplo, imagine um contra-ataque da equipa adversária. Um suplente entra sem autorização e bloqueia deliberadamente a passagem de um adversário.
Nesse caso, já não estamos diante de uma simples falha administrativa. A entrada irregular teve impacto direto na ação de jogo e pode alterar o tipo de reinício e as sanções disciplinares.
O que acontece se uma equipa fizer uma substituição a mais?
Aqui é necessário ter cuidado.
O número de substituições não é definido de forma absolutamente idêntica para todas as competições. As Leis do Jogo estabelecem o quadro geral, mas os regulamentos da competição determinam determinadas condições, incluindo o número permitido.
Por isso, não é correto afirmar que toda e qualquer partida de futebol permite exatamente cinco substituições.
Em muitas competições de alto nível, o limite utilizado é de cinco substituições, normalmente distribuídas por três oportunidades de substituição durante o jogo, sem contar o intervalo. Mas o regulamento específico da competição é que deve ser consultado.
Além disso, existem protocolos de substituições adicionais permanentes por concussão que algumas competições podem adotar. A IFAB mantém um protocolo específico para essa situação.
Então seis substituições são sempre ilegais?
Não se deve responder simplesmente "sim".
Se a sexta substituição estiver abrangida por uma regra ou protocolo válido da competição, como um protocolo de substituição adicional permanente por concussão devidamente adotado, a situação pode ser regulamentar.
Por outro lado, se uma equipa simplesmente utilizar uma substituição além do limite estabelecido pelo regulamento aplicável, isso pode constituir uma irregularidade que será analisada pela arbitragem e pelas autoridades competentes.
Por isso, em artigos sobre substituição irregular no futebol, é importante não confundir o limite geral utilizado em muitas competições com uma regra universal aplicável a todos os torneios.
O que acontece quando o árbitro autoriza uma substituição irregular?
Esta é uma situação particularmente interessante.
O árbitro tem a responsabilidade de aplicar as Leis do Jogo, mas também podem ocorrer erros de procedimento ou falhas administrativas.
A consequência de uma irregularidade não depende simplesmente de quem cometeu o erro.
É preciso verificar:
- qual foi a infração;
- quem entrou ou saiu;
- se o jogo foi interrompido;
- se houve interferência;
- se ocorreu uma infração disciplinar;
- qual era o regulamento da competição.
A própria Lei 3 contempla situações em que um erro relacionado com a identificação do suplente ocorre antes do reinício. Por exemplo, se um suplente nomeado começar no lugar de um jogador inicialmente indicado e o árbitro não for informado, o suplente pode continuar a jogar; não há redução do número de substituições e o incidente é comunicado às autoridades competentes.
Isto mostra por que razão não é correto afirmar automaticamente que qualquer erro de substituição anula uma partida.
Uma substituição irregular pode anular um jogo?
Pode haver consequências disciplinares ou regulamentares graves, mas a anulação de um jogo não é automática.
Esta é uma das informações que mais precisa de cuidado.
Uma irregularidade cometida durante uma partida pode ser tratada pela arbitragem no próprio momento, enquanto determinadas situações podem posteriormente ser analisadas pelas autoridades disciplinares ou pela organização da competição.
Também existe uma diferença entre:
- uma decisão errada sobre um lance;
- uma infração às Leis do Jogo;
- uma irregularidade administrativa;
- uma violação específica do regulamento da competição.
Por isso, não se deve transformar uma substituição irregular automaticamente em "jogo anulado".
A decisão posterior depende das normas da competição e das circunstâncias concretas.
O que é um erro de direito no futebol?
Este conceito pode aparecer em discussões sobre partidas que tiveram problemas regulamentares.
Um erro de arbitragem pode ser entendido de formas diferentes. Há situações em que o árbitro interpreta um lance de maneira equivocada, enquanto outras envolvem aplicação incorreta de uma regra escrita.
No contexto de uma substituição irregular no futebol, esta distinção é relevante porque uma infração ao procedimento de substituição pode ter natureza diferente de uma decisão subjetiva tomada durante um lance.
Contudo, a existência de uma possível infração regulamentar não significa, por si só, que o resultado será automaticamente anulado.
A eventual consequência competitiva precisa de ser determinada segundo as normas da entidade responsável pelo torneio.
O suplente pode entrar sem autorização e o jogo continuar?
Em algumas situações, sim.
A Lei 3 determina que um suplente que entra no terreno sem autorização constitui uma infração. Se houver interferência, o árbitro deve interromper o jogo conforme as circunstâncias; quando não há interferência, existem regras específicas para o momento da interrupção e para a aplicação da sanção.
A arbitragem também pode aplicar a vantagem quando as condições permitirem.
A própria IFAB apresenta exemplos em que um jogador entra sem autorização, mas a equipa adversária inicia um ataque promissor sem que o jogador irregular interfira na ação. Nessa situação, o árbitro pode permitir que o jogo prossiga e aplicar a advertência quando a bola sair de jogo.
Isso é importante porque demonstra que uma irregularidade não significa necessariamente interrupção imediata.
E se o suplente interferir na jogada?
A situação torna-se mais séria.
Imagine que um suplente entra sem autorização e toca na bola, impede um adversário de disputar a bola ou interfere diretamente na jogada.
Nesse caso, o árbitro deve avaliar a interferência e aplicar o reinício correspondente.
A Lei 3 prevê que, quando a interferência é cometida por um elemento da equipa como suplente, jogador substituído ou jogador expulso, o reinício pode ser com pontapé-livre direto ou pontapé de penálti, conforme o local e a natureza da interferência.
Portanto, a consequência pode ser muito mais importante do que um simples cartão amarelo.
O suplente recebe cartão amarelo?
Pode receber.
A entrada no terreno sem autorização é uma infração disciplinar que pode resultar em cartão amarelo.
A IFAB apresenta explicitamente situações em que um suplente entra sem autorização e é advertido por isso.
No entanto, a sanção disciplinar depende do comportamento concreto.
Se o suplente entrar e depois cometer uma infração mais grave, a punição poderá ser diferente.
Por isso, é necessário distinguir:
entrada irregular ≠ qualquer comportamento posterior do jogador.
Cada infração é analisada segundo a sua própria natureza.
O que acontece se o jogador que vai sair se recusar a sair?
A regra também prevê esta situação.
Se o jogador que deveria ser substituído se recusar a deixar o terreno, o jogo continua.
Ou seja, a equipa não pode concluir a substituição simplesmente porque o treinador decidiu fazê-la.
O jogador precisa de sair conforme o procedimento.
Caso a recusa gere atraso deliberado, a arbitragem poderá aplicar as medidas disciplinares correspondentes.
O que acontece quando há várias substituições na mesma interrupção?
Uma equipa pode realizar várias substituições durante a mesma interrupção, desde que o regulamento da competição permita as trocas e o procedimento seja cumprido.
Na edição 2026/27 das Leis do Jogo, quando existem várias substituições durante a mesma interrupção, os jogadores que vão sair precisam de abandonar o terreno dentro do período regulamentar contado a partir da indicação da última substituição.
Isto evita que cada jogador prolongue individualmente o procedimento.
A mudança faz parte das medidas destinadas a reduzir perdas de tempo.
O que acontece se o jogador não sair em 10 segundos?
Este é um ponto que merece destaque porque representa uma mudança recente.
A partir da aplicação das alterações da edição 2026/27, o jogador substituído deve deixar o terreno dentro de 10 segundos após a indicação da substituição, salvo quando a saída nesse período não for possível por razões de segurança ou lesão.
Se ultrapassar o período:
- o jogador deve sair;
- o suplente fica impedido de entrar imediatamente;
- o jogo é reiniciado;
- a substituição não é cancelada;
- o suplente só pode entrar na primeira interrupção depois de decorrer um minuto de tempo corrido após o reinício;
- o jogador pode ser advertido se tiver atrasado excessivamente o reinício.
É uma alteração especialmente relevante para artigos que pretendem permanecer atualizados.
Jogador substituído pode voltar ao jogo?
No futebol tradicional, uma vez concluída a substituição, o jogador substituído normalmente não volta ao campo.
A Lei 3 estabelece que o jogador substituído deixa de participar na partida, exceto quando a competição adota regras que permitam substituições de retorno.
Algumas competições e categorias podem utilizar regras diferentes.
Por isso, novamente, é fundamental verificar o regulamento específico.
Esta questão também não deve ser confundida com uma substituição irregular: se a competição não permite retorno e o jogador volta ao campo sem autorização, pode existir uma infração específica de reentrada.
E se um jogador voltar ao campo sem autorização?
A Lei 3 trata separadamente do jogador que está fora do terreno e precisa de autorização para voltar.
Se esse jogador entrar novamente sem a autorização necessária, o árbitro pode interromper o jogo, salvo quando puder aplicar vantagem ou quando o jogador não interferir na jogada. O jogador é advertido por entrar sem autorização.
Se o árbitro parar o jogo:
- com interferência, o reinício pode ser com pontapé-livre direto a partir do local da interferência;
- sem interferência, o reinício é com pontapé-livre indireto a partir da posição da bola quando o jogo foi interrompido.
Esta situação é semelhante a uma substituição irregular, mas tecnicamente trata-se de reentrada irregular de um jogador.
Existe diferença entre substituição irregular e jogador extra em campo?
Sim.
Uma substituição irregular pode resultar na entrada de um jogador que deveria estar fora do terreno.
Mas as Leis do Jogo também possuem regras específicas para pessoas adicionais no campo.
Um suplente, jogador substituído, jogador expulso ou elemento oficial que entre no terreno é tratado de maneira específica. O árbitro deve avaliar se houve interferência e tomar as medidas disciplinares adequadas.
Isso é particularmente importante quando o jogador adicional interfere diretamente na jogada.
O que acontece se um suplente marcar um golo depois de entrar irregularmente?
Não existe uma resposta universal sem analisar o lance.
O árbitro precisa determinar:
- como o suplente entrou;
- se tinha autorização;
- se houve interferência;
- quando ocorreu a irregularidade;
- quem sofreu a interferência;
- como a bola chegou à baliza.
A Lei 3 possui regras específicas para situações em que um elemento adicional interfere na jogada e a bola entra na baliza.
Por isso, é perigoso utilizar a fórmula simplista:
"Entrou irregularmente, então o golo é sempre anulado."
A decisão depende das circunstâncias previstas nas Leis do Jogo.
Substituição irregular e número de substituições: qual é a diferença?
Esta distinção merece uma tabela simples:
| Situação | Problema principal | Possível consequência |
|---|---|---|
| Suplente entra sem autorização | Procedimento irregular | Advertência e reinício conforme a situação |
| Suplente entra antes da saída do jogador | Procedimento irregular | Sanção prevista na Lei 3 |
| Jogador entra novamente sem autorização | Reentrada irregular | Advertência e reinício específico |
| Jogador demora excessivamente a sair | Perda de tempo | Advertência e atraso da entrada do suplente |
| Equipa ultrapassa o limite regulamentar | Violação do regulamento da competição | Análise disciplinar/regulamentar |
| Suplente interfere na jogada | Interferência de elemento adicional | Reinício pode ser pontapé-livre direto ou penálti |
A tabela mostra por que é inadequado tratar todas as ocorrências como se fossem exatamente a mesma infração.
A regra é igual em todas as competições?
Não necessariamente.
As Leis do Jogo constituem a base internacional, mas existem notas e modificações que permitem adaptações em determinadas competições e categorias.
A própria IFAB disponibiliza protocolos específicos e documentos de modificações das Leis do Jogo.
Um exemplo atual é a possibilidade de competições adotarem substituições adicionais permanentes por concussão.
Também existem alterações específicas para determinados contextos competitivos.
Assim, quem procura informação sobre substituição irregular no futebol deve verificar sempre o regulamento da competição em causa antes de concluir que determinada substituição é ilegal.
O que mudou nas substituições em 2026/27?
A edição 2026/27 trouxe uma alteração particularmente relevante para o procedimento.
O jogador substituído passou a ter um limite de 10 segundos para deixar o terreno, salvo exceções relacionadas com segurança ou lesão. Se não sair dentro do prazo, o suplente não pode entrar imediatamente.
Depois do reinício, o suplente terá de esperar até à primeira interrupção após um minuto de tempo corrido para entrar, com autorização do árbitro.
A alteração procura reduzir situações em que jogadores demoram deliberadamente a abandonar o campo para consumir tempo.
Para conteúdo SEO, esta atualização é particularmente interessante porque muitos artigos antigos ainda apresentam apenas o procedimento tradicional de substituição.
A equipa pode ser punida depois do jogo?
Dependendo da natureza da irregularidade e do regulamento aplicável, o incidente pode ser comunicado às autoridades competentes.
A Lei 3 prevê expressamente situações em que determinados problemas administrativos ou de identificação são relatados à autoridade apropriada, mesmo quando o jogador continua em campo.
Isso significa que a atuação da arbitragem durante o jogo e a eventual decisão disciplinar posterior são coisas diferentes.
O árbitro resolve a situação dentro das suas competências durante a partida e faz os relatórios necessários. A entidade organizadora ou disciplinar pode depois avaliar consequências adicionais, se forem previstas.
Uma substituição irregular significa derrota automática?
Não.
Esta é provavelmente a conclusão mais importante para evitar informação enganosa.
Uma infração de substituição não produz automaticamente uma derrota por 3-0, uma anulação ou qualquer outro resultado padrão universal.
A consequência depende da infração e, em determinadas situações, das regras da competição.
Uma entrada irregular pode ser resolvida pela arbitragem com advertência e determinado reinício. Uma utilização indevida do número de substituições pode ser posteriormente analisada pela entidade organizadora. Um caso mais grave pode gerar processo disciplinar.
Portanto, a resposta correta é:
não existe uma punição única para toda substituição irregular no futebol.
Como evitar uma substituição irregular?
Para jogadores, treinadores e equipas técnicas, o procedimento pode ser resumido numa sequência simples:
Comunicar → aguardar autorização → jogador sai → suplente espera → árbitro autoriza → suplente entra.
Além disso, a equipa deve acompanhar:
- número de substituições já utilizadas;
- oportunidades de substituição disponíveis;
- jogadores inscritos;
- regras específicas da competição;
- eventuais protocolos de concussão;
- orientações da equipa de arbitragem.
O cumprimento desses passos reduz significativamente o risco de uma infração.
Por que o árbitro controla tanto as substituições?
A substituição não é apenas uma questão administrativa.
Ela afeta diretamente o número de jogadores em campo, a organização tática e o ritmo da partida.
Imagine que uma equipa pudesse colocar um suplente em campo sem autorização. Durante alguns segundos, poderia jogar com um jogador a mais. Se isso acontecesse justamente durante um ataque ou uma defesa, a irregularidade poderia alterar o resultado de uma jogada.
É por isso que o procedimento regulamentar existe.
A entrada do suplente somente depois da saída do jogador substituído evita que uma equipa tenha temporariamente jogadores adicionais em campo.
O que acontece se o jogador substituído sair pela linha errada?
A regra atual determina que o jogador substituído deve deixar o campo pelo ponto mais próximo da linha que limita o terreno, salvo quando o árbitro indicar que pode sair imediatamente pela linha de meio-campo ou por outro ponto por razões específicas, como segurança ou lesão.
Essa regra também está relacionada ao combate à perda de tempo.
O objetivo é evitar que um jogador atravesse todo o campo apenas para prolongar a substituição.
Se o árbitro permitir uma saída diferente, essa autorização deve ser respeitada.
O suplente precisa estar preparado antes de entrar?
Sim.
Antes de entrar, o suplente está sujeito à autoridade da arbitragem e precisa cumprir os procedimentos aplicáveis.
A Lei 3 determina que suplentes e jogadores substituídos permanecem sob autoridade do árbitro, mesmo quando não estão a participar diretamente da partida.
Isso significa que um suplente não deixa de estar sujeito às regras simplesmente por estar no banco.
Perguntas frequentes sobre substituição irregular no futebol
O que é substituição irregular no futebol?
É uma substituição realizada em desacordo com o procedimento previsto nas Leis do Jogo ou com o regulamento específico da competição.
O suplente pode entrar antes de o jogador sair?
Não. O suplente só pode entrar depois de o jogador substituído deixar o terreno e após receber autorização do árbitro.
O suplente pode entrar sem autorização do árbitro?
Não. A entrada sem autorização constitui uma infração e pode resultar em advertência e outras consequências dependendo da interferência no jogo.
O que acontece se o jogador demorar a sair?
Nas regras 2026/27, o jogador deve sair dentro de 10 segundos, salvo exceções. Se atrasar excessivamente, pode ser advertido e o suplente terá de aguardar para entrar.
Uma substituição irregular anula automaticamente o jogo?
Não. A consequência depende da natureza da infração, das circunstâncias e do regulamento da competição.
Fazer uma substituição a mais dá derrota automática?
Não existe uma punição universal automática. É necessário analisar o regulamento da competição e as circunstâncias do caso.
Quantas substituições são permitidas no futebol?
O número depende do regulamento da competição. Muitas competições utilizam cinco substituições, mas existem protocolos e modificações que podem alterar essa regra.
Uma equipa pode ter uma substituição adicional por concussão?
Algumas competições podem adotar o protocolo de substituições adicionais permanentes por concussão previsto pela IFAB.
Jogador substituído pode voltar ao campo?
Normalmente não no futebol de alto nível tradicional, salvo quando a competição permite substituições de retorno.
O que acontece se um jogador voltar sem autorização?
O árbitro pode interromper o jogo, salvo quando puder aplicar vantagem, e o jogador pode receber cartão amarelo. O reinício depende de ter havido ou não interferência.
Conclusão: como funciona uma substituição irregular no futebol?
A substituição irregular no futebol não corresponde a uma única infração nem possui uma única punição. A Lei 3 estabelece uma sequência precisa: o árbitro deve ser informado, o jogador substituído deve sair, o suplente deve esperar e somente pode entrar depois de receber autorização.
Quando esse procedimento é quebrado, a consequência depende da situação. Uma entrada sem autorização pode resultar em advertência e reinício específico; uma entrada com interferência pode produzir consequências mais graves; uma demora excessiva para sair pode impedir temporariamente a entrada do suplente; e uma violação do limite de substituições pode ser analisada de acordo com o regulamento da competição.
A grande mudança para a edição 2026/27 é o novo controlo de tempo para a saída do jogador substituído: 10 segundos, salvo exceções. Esta atualização torna ainda mais importante consultar a versão atual das Leis do Jogo em vez de confiar em artigos antigos.
Para quem pretende compreender ou estudar as regras, a melhor referência é sempre a documentação oficial da IFAB, que disponibiliza as Leis do Jogo 2026/27 e os respectivos protocolos e modificações.
Fonte oficial para referência editorial: Leis do Jogo 2026/27 — IFAB