A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) abriu um inquérito de urgência para apurar os incidentes registados no jogo entre a Associação Desportiva de Vilankulo e o Baía de Pemba FC, realizado a 13 de Setembro, na cidade da Maxixe.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa moçambicana, a investigação foi instaurada depois de o Baía de Pemba ter apresentado queixas relacionadas com as condições encontradas pela sua delegação no recinto desportivo. Entre as situações relatadas esteve a alegada impossibilidade de utilização dos balneários, levando os jogadores a equiparem-se no autocarro da equipa.
A Liga determinou a abertura de um inquérito com o objectivo de esclarecer os acontecimentos e apurar responsabilidades. Segundo a informação publicada, a comissão responsável dispunha de um prazo de 10 dias para concluir a averiguação e determinar as medidas consideradas adequadas.
O episódio acontece num contexto em que as condições dos recintos e a segurança nos jogos têm merecido atenção por parte das entidades do futebol moçambicano. Em Agosto, a própria LMF já havia manifestado preocupação com episódios de violência e vandalismo registados em diferentes partidas do Moçambola 2026.
No caso específico do confronto entre AD Vilankulo e Baía de Pemba, qualquer eventual sanção disciplinar deverá ser tratada à luz da decisão dos órgãos competentes. Até ao momento, não foi possível confirmar através de uma decisão oficial acessível a alegada multa de 60 mil meticais mencionada em publicações nas redes sociais.
O Baía de Pemba integra actualmente o Moçambola 2026 e recebeu, no início da época, a licença para participar na principal competição nacional, segundo a Federação Moçambicana de Futebol.
Na classificação actualizada pelo Jornal Desafio, a Black Bulls lidera o campeonato com 44 pontos, seguida pelo Costa do Sol, com 37, e pelo Ferroviário da Beira, com 34 pontos.
O processo relacionado com o jogo de Maxixe permanece, portanto, dependente das conclusões dos órgãos competentes da Liga Moçambicana de Futebol.